Há 26 anos, tive a oportunidade visitar Londres.

A minha Mãe deu-me para a mão o que seria equivalente a aproximadamente 100 contos e disse-me: Aqui tens. O que vais fazer com ele?

Fui à Tagus e comprei uma viagem para Londres

Estávamos em março de 1997.

Londres era já uma cidade multicultural. Lembro-me da animação e do entusiasmo quando me senti pela primeira vez na capital britânica, uma mistura perfeita de tradição e modernidade.

Assim que cheguei, fui imediatamente absorvida pela grandiosidade da cidade. A imponente arquitetura vitoriana misturada com arranha-céus contemporâneos criava uma paisagem urbana única. O Big Ben e a Torre de Londres dominavam o horizonte, testemunhas silenciosas da história rica e fascinante da cidade.

Cheia de pessoas e de vida. O que mais me espantou é que não havia tempos mortos. A cidade estava sempre “on”. Nessa altura, em Lisboa, aos domingos a cidade parava. Não havia ninguém na baixa ao cair da noite. A cidade fechava-se em casa para assistir aos jogos de futebol ou para ouvir o noticiário.

Londres tinha um mar de pessoas já na altura. Sem interregno. Se saíssemos de casa às oito da noite para comprar qualquer coisa havia, certamente, uma multidão de gente à nossa volta.

Acho que o me cativou foi esta atmosfera vibrante e cosmopolita. O contraste entre a arquitetura clássica e imponente dos prédios históricos e a modernidade dos arranha-céus refletidos na essência da cidade

Londres

2023

Chegámos pelas 9 da manhã locais a Gatwick. Mais uma vez um mar infinito de gente. Ao chegarmos à estação ouvimos aquela chamada que nos remete para a venda dos jornais no filme do Scrooge. Sinto-me em casa.

Chegamos a Westminster. O nosso bairro está pejado de lojas vintage o que desperta o interesse da Violeta pela variedade. Fomos ao museu de História Natural onde passámos a tarde.

Andar nos autocarros de dois andares é, só por si uma aventura e dá para ir desenhando pelo caminho, fazendo uns Snapshots do que vamos vendo e assim mapeando a cidade na nossa cabeça.

Picadilly Circus parece agora mais pequenina. Mais ofegante, ruidosa, cheia de rickshaws que circulam ao som dos anos 2000.

Tanto mudou, mas na sua essência tudo está igual: uma cidade vibrante.

 

A

Make It

Hyde Park

Apanhámos o comboio e fomos para Burough Market. Fomos apanhados numa enchente de pessoas que nos engoliu. Ficámos o tempo necessário e partimos. Seguimos a pé e passámos a Tower Bridge. Ao longe uma data de arranha céus engole o único que conhecia e que reinava sozinho quando cá vim pela primeira vez. E se nos autocarros vamos vendo a cidade, no metro podemos ver as pessoas ao detalhe.

Passear pelos parques londrinos foi uma pausa relaxante do ritmo acelerado da cidade. O Hyde Park continua um marco verdejante no coração de Londres com os seus lagos serenos e árvores majestosas. Caminhar pelas margens do Serpentine, o lago central do parque, trouxe-nos uma sensação de tranquilidade e de pausa.

Na noite em que jantámos em Hyde Park estávamos acompanhados por casais que dançavam ao som de músicas impercetíveis. Estava um calor terno.

 

Make It

Museu do Design

Acordámos decididos a experimentar o pequeno-almoço continental e o english breakfast. Não devemos ter lido bem o menu porque estávamos à espera de algo faustoso que nunca chegou. Seguimos viagem para o museu do design. O museu fica num bairro cheio de vida e com um opulento jardim à volta. Ficámos a conhecer mais sobre a história das “coisas” no que respeita à sua sustentabilidade foi-nos dado um contexto sobre o caminho que nos trouxe a uma sociedade de consumo excessivo com uma pegada de lixo sem precedentes.

 

Camden Town.

Paragem obrigatória em Camden Market para sentir um mercado pulsante entre criadores e velharias. O ambiente é rico em música. Podemos ir dançando enquanto nos desviamos da multidão. O cheiro da comida invade-nos as narinas, os poros e não queremos sair. Bom para descobrir a alegria das minhas filhas ao ouvir aquele tecno ensurdecedor na Cyberdog. Tive de lhes trazer um artefacto fluorescente.

Nunca queremos que o dia acabe. Mas se tiver de acabar que seja com fish and chips!

Encerramos o dia com um valente passeio junto ao Tamisa. O Big Ben faz-nos companhia até ao quarto.

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